FELIPE GALENO

ESSA SEDE QUE NÃO CEDE

A vida se vive simplesmente, com raízes ou sem elas, com flores e com ervas daninhas, circulando por vias já traçadas pelos outros que impõem seus sinais de trânsito, sem perguntar se servem para você.  Trata-se de inventar a vida mesmo que se ande por atalhos pouco o nada freqüentados, colocando em cada proposta o espírito de risco e a firme vontade de não deixar-se apressar pelas travas do sistema e de seus inúmeros truques. É preciso um olhar que transfigure a crua realidade em suas possibilidades de algo mais: este é o objetivo da poemática do questionamento de si.
                                      

Temário - Alguns temas

 

I. As paixões: sua diversidade e seus diferentes modos de expressão

    Isso é a felicidade
    O que está faltando em sua vida?
    El susurro en la penumbra - A saudade e a nostalgia
    Os visitantes
    E então, qual é seu pecado mais secreto?
    Duas formas do inconfessável: a delação vil e o incesto
    Interlúdio I: mesmo o mais familiar e corriqueiro tem seu lado estranho
    Cuidado com as ciladas
    Meu reino não é tão diferente do seu.
    Um dia o grito passará por sua cabeça
    O que posso contar-te? 

II. Nem todas as fantasias permanecem no campo dos sonhos

    Uma bela proposta: fazer da vida uma aposta
    Estranhos somos nas ilhas
    O forasteiro
    Essas histórias de amor que tanto nos emocionam
    Interlúdio II: Sempre há algo mais, mesmo quando se acredita que tudo acabou.
    Alguns momentos de ternura, o que mais obtemos os mortais?
     Viageiros sem rumo certo

III. Essa sede que não cede

    Sobre o medo, a ansiedade e a covardia
    O jovem prodígio –Molina
    A liberdade tem seu preço 
    Cuidado com o olho da fechadura
    Você acredita em tudo isso? Ouvi bem o que falou?
    A esperança arde no fundo de meus olhos
    Sobre a erva úmida cai a penumbra.
    Não há nada que temer, essa é sua convicção?
    Essa sede que não cede
    Interlúdio III: para olhar as outras faces das coisas
    O tempo se desprende do calendário

IV. Entre o temor e a paixão: viver a finitude e o fim

    Transformações inevitáveis
    Todos os homens são iguais?
    No último instante
    Será mesmo que o único cristão morreu na cruz?
    A despedida
    Apenas recordando
    A visitante inesperada
    Da morte e do amor –De la muerte y del amor
    Anotações de um desconhecido