Mario Lopes-Ehr

UM PASSEIO PELAS RUAS DO INESPERADO
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Não deixa de ser uma boa conquista ter 24 anos e por primeira conseguir um bom emprego depois de muita luta por encontrar um lugar no mercado. Contudo, este jovem tem poucas habilidades sociais, escasso jogo de cintura como para encaixar nas regras de uma grande Empresa internacional. Assim que cumpre o primeiro ano o chefe lhe notifica que lhe fará apenas uma pequena concessão de boa vontade de seis meses para deixar a companhia. Será despedido. Irá ao Departamento de encomendas na Aduana, um posto de menor hierarquia. Despachar encomendas num Porto livre, centro internacional de contrabando não é uma boa oportunidade para relacionar-se com gente interessante, nada santa? Não é uma boa oportunidade que Tikhe, a deusa do acaso e da sorte, lhe brinda? Ou será um caminho de perdição?